30 de janeiro de 2014

Vinte e dois dias depois.

Vinte e dois dias depois do nosso fim, posso dizer-te que vi o meu fim. Nunca achei, nunca pensei, nunca senti que a sensação que a vida nos está a escorregar pelos dedos fosse tão leve. Não senti dor nenhuma, atingi um ponto tão alto que assim que caí nem senti.
Eu voei, eu juro que sim. Voei até à luz, aquela luz sabes? Mas fecharam-me a porta na cara e deixei de te ver. As saudades que eu tenho tuas ultrapassam todas as dores, ultrapassam todos os amores. Não tenho lágrimas para te dar. O ser humano é tão imperfeito ao ponto de achar que morre de amor. O ser humano é tão imperfeito ao ponto de sofrer porque o seu amor já não quer ser seu. Por vezes se não pensasses tanto que achas que sabes tudo de mim, ias-te surpreender com aquilo que eu ainda tenho de bom em mim. Que agora está reduzido a pó. Não tenho nada. Tu ficaste com tudo. Perdi tudo, no teu quarto, naqueles lençóis, na tua cama. Perdi-me em ti.

5 comentários:

  1. meu deus, o texto está realmente bonito.

    ResponderEliminar
  2. adorei o texto. quando um dia encontrares o caminho de volta, e voltares a ver com clareza, verás que tudo de bom ainda está dentro de ti!

    ResponderEliminar
  3. Força querida.

    Adoroo a música do teu blog.

    ResponderEliminar
  4. Eu não acredito que a vossa história tenha tido mesmo um fim.

    ResponderEliminar

«O teu anjo da guarda fala pela boca daquela mulher, que não tem mais inteligência que a do coração, alumiada pelo seu amor.»