3 de junho de 2017

De luto num luto.

Hoje morri. Morri connosco. Como se o ar tivesse abandonado absolutamente os meus pulmões, como se o sangue tivesse deixado de chegar ao coração. A mistura mais insatisfatória da vida. Abençoados aqueles que são desprovidos de amar. Amar dói. Amar é dar de nós até deixarmos de ser. Ser o que quer que fossemos. É uma perda de nós por alguém que num momento para o outro nos deixa na maior ressaca de sempre. Ressaca de carinho. Ressaca de respirar. Ressaca de amor.
Choro sem vergonhas. Elas escorrem sozinhas sem apresentação. Todas têm o teu nome, o teu cheiro e a tua culpa. Culpa que me deste as costas e me fizeste perder a confiança. Aquela confiança que tanto me custou a construir.
Perdi tudo.
Tudo perdi.

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«O teu anjo da guarda fala pela boca daquela mulher, que não tem mais inteligência que a do coração, alumiada pelo seu amor.»