6 de março de 2017

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Antes não era assim. Agora é tudo igual. É tudo com sabor a dúvidas e inseguranças. Já não escrevo porque não me reconheço, parece que tenho de sair de mim e ver-me. Sentir-me. Absorver tudo o que há em mim e (re)organizar o que em mim está desorganizado. Não tenho tempo e o que tenho é desperdiçado a pensar na merda que me sinto.
Apago ou permito que as minhas memórias fiquem aqui à apodrecer enquanto eu guardo tudo já só para mim?

24 de junho de 2016

Uma eterna saudade.

Hoje é sobre ti.
É uma saudade muito grande, de um tamanho para o qual não existem número suficientes para se concluir.
És o nome das minhas lágrimas. Estás registado, marcado, tatuado no meu coração.
O mais triste, é que o que diziam sobre o esquecer a voz e o cheiro é verdade. Não me lembro do teu tom de voz, por vezes o teu cheiro não me ocorre. Desculpa, mas não te esqueci. Não me sais da mente.
A tua força e alegria. O teu caracter, o teu bom humor. Tudo.
Por favor, não te esqueças de mim. És o meu avô.
Meu eterno avô.
Um beijo do tamanho da minha saudade.