3 de setembro de 2013

Tesão de viver.

Por vezes penso que te quero matar, mas na realidade sei que eu queria que morresse era eu mesma. Perdi um pouco o sentido à vida, porque tu davas sentido a tudo desde o meu respirar ao meu pensamento. Não me comandavas nem fazias com que eu quisesse respirar, mas davas-me força pelo menos a tentar fazê-lo por mim, agora sinto que nem contigo nem sem ti eu tenho essa força. Tudo bem, eu amo-te como és e tenho de te aceitar, mas questiono-me se me aceitas como sou e amas pelo que te demonstro, se me amas pelas páginas e páginas que já leste da minha vida. Quero que me dês aquele amor, que me beijes intensamente e me abraces com aquela força, aquela paixão com que fazemos amor, lembras-te? Quer dizer, isto não se esquece, mas sinto que tu te esqueces disso. O amor não é tudo, chega de tentar por na cabeça esse cliché de merda, o amor é baseado nas atitudes de cada um e vejamos que as tuas não estão a ser as melhores, com tudo não posso deixar de lembrar que não sou melhor, admito que sou uma merda. Sou ciumenta, fico com medo, talvez medo de te perder e com isso me perder de novo. Tenho-me lembrado de todas as merdas que já fiz a mim própria, merdas que já fiz só porque o dia não corre bem. Ok, eu não me compreendo, logo não posso compreender-te e tão pouco pedir que tentes compreender-me. Se isto é o amor, aliás o nosso amor, começo a por em causa toda a nossa história e se realmente vale a pena, mas lá está, tenho uma voz dentro de mim que me proíbem de te deixar, um coração que chora o teu nome e um fraco orgulho que implora o teu coração. Somos um, ou pelo menos tínhamos o hábito de ser, será que isso ainda se mantém? Não consigo confrontar-me com certas coisas da vida, e tu começas a ser uma delas. Digo-me liberal e sem tabus mas hipocritamente tenho-os e tu começas a ser um deles. Escrevo-te com esperança que tu desta vez não experimentes ler-me, porque tal como eu, não me irias entender. Não que seja demasiado para ti, bem pelo contrário mais uma vez sinto que não sou nada perto de ti, mas porque fazes-me sentir simples e ao mesmo tempo cheia de complexos, é um amor diferente, algo que nunca tinha sentido, um sentimento pelo qual a palavra amo-te parece-me tão pequena, tão vazia. Estou vazia. E agora a culpa é tua, estou vazia de ti, de mim e principalmente de nós. Tenho vivido dias intermináveis e noites terríveis porque soltaste os meus medos, as minhas inseguranças e manias irritantes, aquelas que tu mesmo admites detestar em mim, meu amor, nunca me vais odiar mais que aquilo que eu própria consigo. Ah e tal porque sem amor próprio não se ama ninguém, isto é aquele tipo de frases que eu uso um pouco para consolar amigas cujo os namorados conseguem ser quase que violadores das suas almas, coisa que contigo nunca aconteceu. Admito, à quase um ano atrás, provavelmente teria medo de ser feliz, hoje tenho medo é de voltar a ser infeliz. Tu dás-me paz, dás-me amor, dás-me vontade de respirar, obrigas-me a pensar por mim mesma e de repente, começas a desaparecer. Eu não quero que estejas comigo para me ensinar meia dúzia de merdas sobre a vida, eu quero vive-las contigo. Viver este amor, este desejo, esta tesão de viver contigo. Só queria que soubesses que mesmo que este seja o nosso fim, tu foste a minha pessoa, entendes? E que me faz chorar só de ouvir o teu nome, porque... olha porque não sou a única a achar que mudaste. Eu quero-te completo, vivo e cheio de vida, cheio de energia, cheio de vontade de conhecer tudo o que há lá fora. Volta, ok? Tenho tanto para te dizer e começo a ficar sem palavras, sem hipóteses, sem ideias, sem nada. Eu quero-te tanto que chego-me a sentir doente, dói-me a cabeça, fumo cada vez mais, choro por quase tudo, sinto-me doente com toda esta merda, esta merda de insegurança, fodasse sinto que vou perder a cabeça a qualquer segundo ou pior que vou enlouquecer. Fodasse para esta merda toda. Quero calar-me e esperar que venhas a meu encontro, mas no fundo conheço-te e sei que por muito que negues esperas que eu vá dar este passo, que dite eu um pouco as regras. Mas... somos sem regras e tu és o meu limite, levas-me ao extremo e tenho medo. Medo que tu continues esse extremo sem mim. Porque se te perder vou perder grande parte de mim, e quero muito chorar mas se chorasse irias ficar tão chateado comigo, por isso ergo a cabeça e não choro, tenho feito um esforço gigante. Isto é estranho, escrevo como se já nem falássemos, mas também para o que temos falado começo a ver que estou a fazer algum sentido. Quero mandar tudo para o caralho, juntar algum dinheiro e fugir. Fugir sozinha e chorar e chorar e chorar até já não conseguir mais, porque podes não ter sido o primeiro em quase nada na minha vida, mas em tudo o que foste fez com que te tornasses a pessoa com quem eu queira passar grande parte da minha vida, gostava de ter escrito "o resto da minha vida" mas sei que não fazes promessas eternas. Não consigo parar de escrever, queria ter parado aliás nem ter começado, porque até esta parte de mim eu sinto que estou a perder. Por favor, faz qualquer coisa por nós, faz qualquer coisa para o nosso bem. Por favor, volta.

8 comentários:

  1. sinto-me muito melhor, acredita. custou-me bastante abandonar aquele blog, por tudo o que significava para mim, mas já me trazia demasiadas memórias, eu sentia que tudo o que eu escrevia lá agora, já não pertencia ali, não sei se me estou a fazer entender, mas eu sentia que eu já não era a mesma pessoa e por isso, decidi finalmente mudar.
    e quanto ao texto, adorei mesmo Joo, tal como tu também sou uma pessoa de indecisões. mas adorei cada palavra tua, e se precisares de alguma coisa, sabes que podes contar comigo :)

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  2. ontem encontrei alguém que não queria mesmo nada encontrar :/

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  3. Alô ! Passei pelo teu cantinho para te dizer que vou eliminar o blog onde eras meu seguidor (caa-vidaempalavras.blogspot.pt). No entanto, já tenho outro novo. Deixo-te aqui o link, aguardo a tua visita e espero que me possas continuar a seguir também lá :)
    Link: caa-sentimentos-rotineiros.blogspot.com

    With Love, Cáa ஜ

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«O teu anjo da guarda fala pela boca daquela mulher, que não tem mais inteligência que a do coração, alumiada pelo seu amor.»