5 de agosto de 2013

Afinal os mortos também falam.

Tenho de admitir, fazes-me falta. Gostava que estivesses vivo para me abraçares, ou pelo menos presente o suficiente para poder sentir de novo a tua mão no meu rosto. Aparece de novo e dá-me respostas a todas as minhas perguntas. Não te cales, e diz-me, o que raio faço aqui. Limpa-me as lágrimas e sorri comigo, porque eu não aguento. Não aguento sentir que tudo está quase a chegar ao fim e que não fiz metade do que queria ter feito, não disse metade do que tinha para dizer, não amei metade do que queria amar. Sinto que o fim está próximo e que não realizei nenhum sonho, nenhum que fosse capaz de mudar algo do meu destino. Mas que destino? O que eu escrevo diariamente na minha linha da vida. Todas as cicatrizes que percorrem o meu corpo são obra de um destino que eu mesma quis para mim e que por culpa tua nunca se realizou. O que faço aqui? Porque não me levas contigo? Só queria sentir o teu cheiro, abraçar-te e chorar. Chorar horas sem fim, quase que infinitas. Chorar o que perdi, o que podia ter feito e que por falta de coragem nunca cheguei a fazer. Vem ter comigo esta noite. Vem dormir comigo, vem falar comigo a noite toda. Só não me deixes sozinha, só não me deixes sem respostas e com medo. Medo do que será a minha vida sem a tua voz, sem os arrepios na pele e o frio no estômago a dizerem-me que estás por perto... Se tiver de viver sem ti, prefiro morrer.

6 comentários:

  1. Por vezes, quanto menos pensarmos melhor.
    Que se passa querida?

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  2. gosto bastante da tua escrita!

    r: eu acredito que sim, e que há-de melhorar... obrigada :)

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  3. claro. e nunca existem amores iguais! Eu e o meu, somos muito amigos, e dá-mo-nos super bem... é isso que nos distingue. Somos divertidos, e apaixonados! Somos tão felizes :)

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  4. Então, que se passa querida? Espero que fiques bem!

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«O teu anjo da guarda fala pela boca daquela mulher, que não tem mais inteligência que a do coração, alumiada pelo seu amor.»